Hoje o sol nasceu sutilmente no horizonte. Como alguém que espia atras da porta ele surgiu trazendo um pouco de cor para o céu cinzento, e pro meu coração nublado.
Ele parecia me sorrir com um arzinho de paz e serenidade, me desejando calma e paciência.
Sou apaixonada pelo céu, fico boba com a imensidão e beleza incontestável de algo que se modifica todos os dias trazendo a certeza de que existe algo bem maior que nós, que contempla e dá graça todos os dias a nossa pequenez. As vezes, me sinto céu. Tenho em mim uma imensidão de sentimentos, pensamentos...medos. As vezes nublado e chuvoso meu coração se encontra, com uma grande nevoa que me impede de crer que ainda existe uma luz por trás daquela massa cinzenta e fria...mais ai o sol que vive em mim volta sorrindo e todo metido ilumina e esquenta cada cantinho obscuro do meu nublado coração.
Antes me preocupava com essas minhas estações de humor, sempre tão imprevisível como chuva de verão...mas hoje sei que devo deixar livre o que estiver acontecendo em mim, se chover, deixo inundar, pois sei que depois disso o arco iris no meu sorriso vai voltar á brilhar.
Karol Lombardi
será que, às vezes, a gente se dá tanto a outra pessoa que chegamos a desaparecer? Será que quando damos uma carta, um bilhete, um telefonema que nunca é correspondido, será que é assim que a gente vai se perdendo? Será que é assim que tudo se acaba? Ou nem mesmo começa?
Ontem eu me procurei por todos os cantos que eu costumo ir, mas não me achei! Foi aí que eu percebi que eu não tinha mais nada, que foi tudo embora Toninho, que eu não tinha mais nem a mim! Mas onde foi que eu me perdi? Em que carta, declaração ou esquina eu deixei que eu fosse embora de mim sem nem mesmo me despedir? Onde foi aquela menina sonhadora, que um dia iria pra África e salvaria multidões?
A janela do quarto estava aberta e o vento me trouxe uma folha em branco. A folha sorriu pra mim. Ela disse que sim, que me entendia: ela mesma era um grande vazio. Mas eu não sei te preencher, disseram meus dedos trêmulos de frio.
Não resisti: me entreguei à folha. Afundei o meu vazio nela o mais que pude. Como se assim pudesse aprisionar o meu vazio em um instante. Como se assim pudesse aprisionar o amor. Então eu aprendi: não importa o quanto você não exista mais pra você, nem em quantos mil pedacinhos você se encontra depois de tantas decepções.
Uma folha em branco pode ser uma carta pra alguém que, mais que tudo, apesar de tudo, em uma fração de segundo me comove e me arrebata e me abraça com um abraço forte e me completa.
E isso é maior que tudo, mais lindo que tudo, muito mais lindo do que se eu fosse uma pessoa inteira.
Karola sobre o seu vazio momentâneo !
- Marla de Queiroz

O amor é o abstrato da vida. Ninguém consegue defini-lo, apenas senti-lo.
O amor é o incerto, é o certo mas o errado também.
O amor é indescritível, incompreensível, invencível. Impossível? (as vezes).
O amor é a causa da insônia e da agonia de querer pra sempre.
O amor é compasso dos teus passos. O amor é um abraço.
O amor agora é um delírio. Que bagunça a cabeça da gente, que enrosca na mente e não sai do coração. O amor é a loucura e a sanidade. O amor é droga pura que se usa em toda idade. Traz tristeza mas também felicidade. O amor é contra, o contradito, a contradição do que bem queremos pra nós mesmos.
O amor é o amado, o fiasco do que não durou.
O amor faz sorrir, mas em muito faz chorar, ou talvez o meu amor seja dramático demais.
Sempre existirá um amor, calmo, conturbado, manso ou apaixonado, afinal, o amor vai ser sempre o amor!





